Dando prosseguimento às negociações da campanha salarial deste ano, a diretoria do Sindicato dos Servidores do Ministério Público da Paraíba (SINDSEMP-PB) e da Associação dos Servidores do Ministério Público da Paraíba (ASMP-PB) se reuniram mais uma vez, na tarde desta quarta-feira (28), com o procurador-geral de Justiça Francisco Seráphico da Nóbrega Filho. Participaram do encontro, o presidente Daniel Guerra, o vice-presidente Carlos Fonseca, o tesoureiro Edicley Valdevino. Da parte da Administração Superior, além do procurador-geral estiveram presentes os diretores financeiro e de planejamento.
O presidente Daniel Guerra lamentou a continuidade do impasse e disse que a reunião desta quarta foi basicamente uma repetição da de ontem (27). Para Daniel, a única informação positiva foi a garantia de pagamento na folha de março das promoções para os servidores que fazem jus ao benefício desde o mês de janeiro. Ele ressaltou no entanto que não poderia esperar algo diferente neste sentido, tendo em vista que a medida está prevista em lei.
“A Administração Superior voltou a falar do déficit no orçamento por conta do repasse do duodécimo, e alegou que não pode apresentar nenhuma proposta que não esteja vinculada a certeza do recebimento das receitas”, disse.
Daniel disse que em relação aos retroativos e à data-base não houve nenhum avanço concreto, restando apenas a promessa de se a receita aumentar uma nova conversa será agendada para a apresentação de uma proposta aos servidores.
“Mais uma vez buscamos chegar a algum entendimento, mas lamentavelmente não foi possível. Apresentamos as demandas, expusemos alternativas para o atendimento a elas, mas não foi acolhido. Vamos seguir o que ficou decidido em assembleia anteriormente, com a campanha em defesa do cumprimento da lei, do PCCR, da data-base e para isso, tomaremos todas as medidas, adotaremos todas as iniciativas, visando garantir o cumprimento da lei”, arrematou.
Já o vice-presidente do SINDSEMP, Carlos Fonseca, disse que não houve evolução em relação à reunião anterior e que o procurador-geral não garantiu acenar com uma proposta até que haja uma mudança na receita da instituição.
Carlos lembrou que diante do impasse a categoria comunicou ao procurador-geral que irá por em prática o que foi decidido em assembleia. “Vamos divulgar nossa campanha junto à imprensa, vamos ao Conselho do Ministério Público, para que tenhamos nossos direitos assegurados”, comentou.



