O Sindicato dos Servidores do Ministério Público da Paraíba (SINDSEMP-PB) está convocando todos os seus associados a participarem, nesta sexta-feira (28), da greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo Temer.

Em João Pessoa, a manifestação está marcada para acontecer às 14h, no Ponto de Cem Réis, no Centro. Já em Campina Grande, a mobilização será em frente ao Complexo Judiciário (TRT e Fórum), a partir das 8h.

De acordo com o presidente Daniel Guerra, o SINDSEMP-PB protocolou requerimento (Processo n. 0012017003971), para decretação de ponto facultativo no dia 28, de modo a permitir a participação dos servidores nas manifestações da greve geral. Apesar da solicitação, Daniel disse ter sido comunicado, de maneira informal, de que o pleito não seria atendido. “Diante disso, orientamos  que em João Pessoa, como o ato público está agendado para iniciar a concentração às 14:00 horas, próximo ao MP,  não haveria impedimento para, após o expediente, todos se dirigirem até a mobilização”, disse.

Em relação às demais cidades, o presidente lembrou que os servidores poderão utilizar de banco de horas, licença eleitoral ou alguma licença qualquer de que disponha e/ou solicitar diretamente à chefia imediata a liberação para participação nos atos. “Nesses casos, a PGJ não apresentará nenhum obstáculo, mas caso haja algum transtorno que dificulte o deslocamento e a mobilidade urbana da região – a depender do tamanho da manifestação – de modo a impedi-lo de chegar ao trabalho, cremos tornar justificada ausência e, se for o caso, podemos atuar nesse sentido”, destacou.

Daniel disse que a participação de todos é de fundamental importância e lembrou que os servidores não podem ver direitos adquiridos a duras penas serem tolhidos de uma hora para outra. “É fundamental a adesão e participação de todos nos atos para que a voz e o clamor das ruas faça impedir que as famigeradas medidas sigam adiante. O momento é esse, nosso silêncio e omissão poderão custar a dignidade de nosso futuro e a perda de direitos conquistados no passado. Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles .Os poderosos conseguirão matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter que primavera venha”, destacou.

Alexandre Freire – assessoria

 

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